A voz do crioulo doido

Em São Paulo não se interrompe a programação das rádios para passar “A voz do Brasil”. Isso para mim é um grande mistério. Digo mistério do ponto de vista empírico: não sei o motivo pelo qual isso não é obrigatório lá. Do ponto de vista lógico, acho perfeitamente claro. Em verdade, poder-se-ia medir o índice de desenvolvimento intelectual-econômico de um lugar a partir da obrigatoriedade ou não de se interromper a programação das rádios para passar o dito noticiário.

Aqui em Brasília não há esse privilégio. Outro dia estava eu dentro do carro, escutando meu rádio numa boa. Para meu azar, este não tinha reprodutor de CD. E me vi totalmente sem perspectiva quando a desgraça do jornal começou. Para piorar, parece que a direção do programa achou que “O Guarani” de Carlos Gomes não era brasileiro o suficiente para a abertura. Percebi então que, sutilmente como se enfiam as carnes de um porco dentro de suas tripas para fazer uma linguiça, enxertaram uma bateria de escola de samba na dita composição clássica. A coisa ficou belíssima. Um primor. MARAVILHA mesmo. Qualquer dia dou um  jeito de gravar em uma fita só para mostrar para vocês.

~ by Evandro Ferreira on January 13, 2007.

2 Responses to “A voz do crioulo doido”

  1. Eu dispenso, obrigado.

  2. Aquilo é um de um bom-mocismo tipicamente petista. É pra fazer média com os ‘afro-brasileiros’. Gimme a break! Ou como diria Stanislas Ponte Preta (e não afro-brasileira ponte, eh, eh…): com a breca!!

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