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Frase imbecil da semana: “Não faço ilustrações de livros; sou contra a interpretação” (Frank Stella, artista plástico).

E as origens de tal sentimento (em trecho de matéria no Estadão, sobre a correspondência entre Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro): “Da amizade entre Pessoa e Sá-Carneiro surgiu, provavelmente em 1916, o sensacionismo, movimento que pregava que as sensações devem ser expressas de tal modo que criem um objeto que seja sensação para os outros. E dessas sentenças surgia um caminho que se revelaria decisivo para a poesia moderna: ‘A única verdade em arte é a consciência da sensação'”.

Pra começar, deveria ser proibido escrever qualquer frase com “movimento que pregava”… Mas o pior é que era mesmo um movimento… e realmente pregava! E pregava que a dimensão mais baixa do ser humano era a única existente na arte. Não consigo deixar de rir-me disso – “rir-se disso? Que falta de seriedade e respeito”, diriam os professores de letras. “Falta de seriedade e respeito tinham esses sujeitos… pela arte!”, diria eu.

~ by Evandro Ferreira on June 30, 2004.

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