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“O discurso do Estado mínimo está obsoleto — diz o subchefe de Coordenação de Ação Governamental, Luiz Alberto Santos.”

Li isso no Globo, por indicação do Claudio (Se.liga.com.BR).

Lembrei-me da minha faculdade. Os professores lá tinham uma habilidade discreta e inconsciente de transmitir claramente aos alunos quais discursos estão supostamente obsoletos e quais não estão. Digo discreta e inconsciente porque nunca diziam diretamente que um discurso estava obsoleto e porque não eram assim tão espertos e instruídos a ponto de fazer uso dessa estratégia de forma consciente. É tudo, digamos, natural. A coisa flui naturalmente. Os livros “obsoletos” vão ficando naturalmente esquecidos na biblioteca, os autores “obsoletos” vão sendo naturalmente esquecidos pelas revistas intelectuais e pelas teses e monografias. E, pra fechar com chave de ouro, lá pelo fim do curso, apresentam-se os autores pós-modernos e “sociais”, que dizem, respectivamente, que a modernidade acabou e que é preciso buscar uma alternativa ao “pensamento único”.

Notaram a relação? Dá pra ver como tudo começa na educação e termina na política, não dá?

~ by Evandro Ferreira on February 11, 2004.

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