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Já faz 3 meses que não vejo o Lula na TV, um mês que não leio jornais, 2 meses que não assisto a noticiários. Hoje estou gravando uma coletânea de “flashback” (estilo “Antena 1 FM”). Além disso, estou lendo “O Senhor dos Anéis” em inglês (por falar nisso, a tradução me pareceu meio pobre) e dormindo nas horas vagas.

Estou de férias. Não quero saber de política. Política, para mim, acabou no dia em que Frodo Nine Fingers de Guaranhuns assumiu o “poder”. E olha que naquela época ela (a política) já andava mal das pernas! Hoje o que resta nesse país é um circo de ex-guerrilheiros bonzinhos e simpatizantes diversos (o leque deles se torna cada dia mais abrangente). Um inferno de espertinhos (quase toda a população), que tiram vantagem uns dos outros a cada oportunidade, acusa os políticos de serem responsáveis pelos males do Brasil e – pasmem! – do mundo. E eu digo duas coisas (para o Brasil e para o mundo, respectivamente): [1] cada povo tem o governo que merece; [2] o ser humano tem o governo que merece.

Então resolvi me isolar. Agora só ando por estradas de pista dupla (de preferência com pedágio), de vidro levantado e ar-condicionado ligado quando faz calor. É claro que isso restringe meu alcance. Posso rodar apenas dentro do estado de São Paulo e ir, no máximo, até BH, Uberaba e Rio de Janeiro. Mas não me importo. Prefiro assim, pois cada buraco que vejo me lembra de seres barbados e roucos clamando por justiça social e exigindo que tudo fique nas mãos do Estado. Eles deveriam cuidar dos buracos, para que as carretas não se estragassem tanto, tornando o transporte tão caro. Mas não fazem nada disso, e ainda cobram milhares de impostos que não adiantam de nada. No fim, a única solução é pagar pedágio (sobreposto aos impostos de transporte, é claro!). E ainda temos que dar graças a Deus porque o governo do estado de São Paulo um dia admitiu ser incapaz de cuidar de buracos.

Este foi apenas um exemplo. O Meira Penna disse que São Paulo vai virar uma ilha capitalista, responsável pelo sustento de um país socialista inteiro, exatamente como ocorre na China. Estou com ele e não abro. Será que é por isso que tanta gente está vindo para cá? Enquanto Brasília incha e fica cada dia mais suja e cheia de mendigos, aqui as praias ficam lotadas de ex-pobres que hoje têm um emprego e vão se divertir no litoral sul. Como isso só acontece aqui, os engarrafamentos crescem a cada dia. Já estou vendo barbudinhos dizendo: “precisamos distribuir essa riqueza”. Sim! Vamos “distribuir” a riqueza dos ex-pobres. E também a dos futuros ex-pobres. Afinal não é isso que o Estado vem fazendo desde o dia em que alguém o inventou? Tirando dos ex-pobres e dando aos pobres, para que todos continuem pobres!

Acho que este texto pode ficar como um tributo ao aniversário de São Paulo. Parabéns, São Paulo. Espero que um dia tirem de seus ombros este fardo, e que suas fronteiras – com as devidas exceções – um dia deixem de coincidir com as da civilização brasileira.

~ by Evandro Ferreira on January 21, 2004.

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