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Passeando pelo blog de um amigo, achei essa pérola em um “comment”: “toda Verdade não é em sua totalidade Verdadeira”.

Desconte-se, primeiramente, o português sofrível, que exigiria duas vírgulas (nem vou dizer onde), a substituição de “toda” por “nenhuma” e a eliminação do “não” e das maiúsculas.

O que me interessa, no entanto, é o absurdo raciocínio. Se “toda Verdade não é em sua totalidade Verdadeira” então a própria frase enunciada – que pretende ser verdadeira ao falar sobre a verdade – tampouco é verdadeira em sua totalidade! O que nos leva a algo como (corrigido o português): “nenhuma verdade é, em sua totalidade, verdadeira; mas, como resultado direto disso, isso que eu estou dizendo também não é, em sua totalidade, verdadeiro. Portanto, há verdades que são, em sua totalidade, verdadeiras e outras que não”. Como vê, o absurdo filosófico chamado relativismo acaba de criar um par de definições redundantes: verdade verdadeira e verdade falsa (aquela que não é totalmente verdadeira)! Imagino que algumas verdades verdadeiras também não sejam, em sua totalidade, verdadeiras, o que nos mostra a necessidade de criar mais um par de definições: verdades verdadeiras verdadeiras e verdades verdadeiras falsas. E assim, ad infinitum!

~ by Evandro Ferreira on November 23, 2003.

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