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Exceto por algumas cenas brilhantes de ação e por alguns questionamentos morais, o filme X-Men 2 é fraco.

Vocês devem estar se perguntando: “X-Men 2? Porque o Evandro está falando desse tipo de porcaria?” Mas acontece que eu respeito os gibis. Talvez por aquele motivo meio insondável, mistura de honra e moral, que os HQs contêm, mas o fato é que eu enxergo neles algo de bom e nobre.

Voltemos ao filme, contudo. Há um personagem que se chama Kurt Wagner (o “Nightcrawler”). Sua pele é azul-marinho e traz marcas que simbolizam os pecados, passadas aos homens pelo Arcanjo Gabriel, segundo o personagem. E ele fica rezando durante o filme, por ser uma pessoa de muita fé. Até aqui, nada demais. Acontece que uma das poucas coisas que o filme conseguiria passar com naturalidade é a força da fé. Por que digo “conseguiria”? Porque isso já não é mais possível. As pessoas que frequentam os cinemas hoje em dia – ou seja, a classe média “instruída” – têm um enorme preconceito contra a religião. Daí que os jovenzinhos das fileiras atrás de mim aceitavam até aquelas ridículas cenas típicas do cinema americano, em que os personagens ficam todos parados e alguém profere um discursinho moral com musiquinha de fundo; mas não aceitavam as orações e demonstrações de fé, não resistiam e tinham de fazer troça delas. Viva a democracia, a cidadania e o pluralismo modelo MTV! Ou seja, pluralismo para os que concordem com uma meia dúzia de ideologias atéias semelhantes.

~ by Evandro Ferreira on May 10, 2003.

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