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Ontem eu fui ao supermercado e vi um CD dos “Doces Bárbaros”. Fiquei pensando em uma cena típica dos tempos modernos. Um casal de jovens-barbudos-militantes-de-qualquer-causa-que-apareça está em casa num dia à noite. Ela, com o sovaco cheio de pêlos, vestindo farrapos neo-hippies que já sobrevivem a 30 dias de faculdade (jornalismo) sem lavar, chama o seu amor:

– Hu-hu… hu. Vem pra cama, meu docinho de cocô, quer dizer, de côco.

– Dá não, dá não, hu-hu… Tô ssistindo a palestra do Chomsky!

– Vem logo, hu-hu, môrzinho…

– Tá bom, tá bom, hu. Então põe Caetano aí, hu-hu!

– Ai… é. Hu-hu. Ele é tão doce, né?

– Tu também é doce, hu-hu, minha potranca fedida!

– Hu-hu! Ai, assim cê me dêxa arrepiada! Meu sovaco vai se eriçá!

E os dois mergulham numa linda noite de carícias, romântica como uma fossa de cocô de um feudo medieval. Ah, como é bela a Tropicália. Como evoluiu o homo sapiens desde Platão!

~ by Evandro Ferreira on February 21, 2003.

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