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Escrevo apenas para dizer uma ou duas coisas de Julio Daio Borges, do Digestivo Cultural. Um comentário meu foi apagado de seu site (seu mesmo, no mais pleno sentido da palavra). Era o de número 3 do texto Polêmicas, de Alexandre Soares Silva. O comentário chegou a aparecer lá e era uma brincadeira com o autor, através de uma ironia com o comentário 2, que ilustrava tudo o que o Alexandre criticava em seu texto. Hoje voltei e vi que havia sumido. Isso depois de ter sido editada uma parte do comentário da Assunção Medeiros, o de número 1, segundo me informou a própria. A parte era insignificante. Era uma risada (“hahahahaha”). Nem sei por que foi cortada.

Não transcrevo aqui o meu comentário porque não o tenho. E, de hoje em diante, quero deixar bem claro que vou fazer de conta que o Digetivo Cultural não existe.

E retiro também o link para o seu site, que ainda estava aí ao lado, provando que eu não sou daqueles que levam tudo para o lado pessoal. Mas, agora não é mais uma questão pessoal ou impessoal, mas de ética e liberdade de expressão.

Madei um e-mail para o referido editor e recebi a justificativa de que o meu comentário era provocativo e que iria dar início a uma discussão interminável no forum. No espaço de comentários do site, está escrito o seguinte: “o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal”. Diante disso tudo, sugeri a ele que acrescente mais umas cláusulas, como, por exemplo: “comentários provocativos não serão aceitos, ainda que não façam uso de linguagem chula” (pois, até onde eu sei, não é ilegal provocar). É claro que isso eliminaria quase todas as manifestações dos leitores, exceto os elogios e as insuportáveis ostentações de respeito acadêmico.

Enfim. Acho que o Digestivo Cultural é um site que tem apresentado tantos problemas no trato com a liberdade de expressão, que suas ostentações de oposição ao senso-comum e às imbecilidades culturais tornam-se inexpressivas (se não hipócritas), já que seguidas de tentativas de pôr panos quentes nas polêmicas e agradar a todos.

Não se pode ter a rosa da crítica aberta, sem os espinhos da polêmica. Não sem que se viole a ética e a liberdade de expressão.

~ by Evandro Ferreira on December 4, 2002.

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