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Não resisto. Tenho que colocar esse artigo aqui. Saiu na página de Ricardo Bergamini.

O jornalismo paranóico da mídia esquerdista brasileira: agora, a culpa é do jornaleiro.
 
Paulo Diniz Zamboni

 
Quando parece que não é mais possível para a imprensa esquerdista brasileira ultrapassar os limites do absurdo, surge uma nova prova de que tais limites são muito mais amplos do que se pode supor.
 
Assim, na última quinta-feira, 05/09, as TVs Cultura de São Paulo e Bandeirantes, deram amplo destaque para a prisão, pela polícia paulistana, de um jovem de vinte anos de idade, cujo “crime” foi vender adesivos com o desenho da cruz suástica na banca de jornal onde trabalha. Apresentado como se fosse um “perigoso agente do terceiro Reich”, o jovem será processado e poderá ser condenado a cinco anos de cadeia! Sim, cinco anos de cadeia por estar vendendo adesivos com o símbolo de um partido que não existe no Brasil, e não passa de um movimento de lunáticos desocupados e bêbados na Europa, mas que se constituí num dos “espantalhos” favoritos (o outro é a polícia) da nossa mídia “engajada”. Por mais lamentável que seja o significado desse símbolo (o rapaz alegou que não sabia que estava cometendo um crime), todo o episódio é simplesmente grotesco. Para começar, somente um idiota deve achar que um jovem, vendendo um adesivo de baixíssima qualidade, representa alguma ameaça à sociedade que justifique a sua prisão e indiciamento.

Para variar, o episódio todo só poderia ser conseqüência da ação de mais um “patrulheiro” de uma das ONGs que pululam no território brasileiro, cada vez mais senhoras da situação, e que estão desempenhando papel de autênticos soviets, no melhor estilo revolucionário-bolchevista.
 
Mas se é para denunciar e prender divulgadores de símbolos que personificam morte e destruição, que tal se alguma ONG e a mídia, ao invés de irem “fuçar” em bancas de jornal obscuras, dessem uma “olhada” no símbolo estampado nas bandeiras que adornam os palanques onde o candidato à presidência da República pelo PT costuma fazer os seus discursos? Pois se os membros das nossas KGBs e Gestapo midiáticas ainda não viram, são bandeiras vermelhas com o símbolo da foice e do martelo. Ou será que esse símbolo não personifica um regime cruel e assassino, no mínimo tão destruidor e monstruoso como o nazismo? Se os jornalistas vermelhos e os senhores representantes das ONGs não perceberam, o Pc do B (Partido Comunista do Brasil), apóia o sr. Lula em sua campanha eleitoral. E esse partido, como qualquer pessoa medianamente informada sabe, utiliza em seus comitês e comerciais de tv o referido símbolo.
 
Mas pedir isso é exigir demais de uma mídia assumidamente hipócrita e partidária. Esquerdismo, deturpação e mistificação são a marca registrada da mídia brasileira, e já faz muito tempo.
 
Enquanto os srs. jornalistas da TV Cultura e Bandeirantes, com expressões graves e compenetradas, procuravam dar ares de seriedade à absurda noticia da prisão do jovem jornaleiro “por apologia ao crime racial”, uma dupla de “cineastas” era tratada, por essa mesma mídia, como os novos ícones do momento, ao fazerem um filme que é a mais pura apologia ao crime, ao tráfico de drogas e a violência.
 
Depois, esse pessoal, de forma inacreditável, pede soluções para o caso Tim Lopes. Com que moral? Com a moral de quem introduz equipes de TV ou cineastas em morros para glorificar o crime, cobrir “manifestações populares” contra a “violência policial”, ações que os jornalistas sabem muito bem serem quase sempre orquestradas pelos traficantes, que lançam a população contra a polícia, invariavelmente mostrada como violenta e incompetente? É essa mídia, que não faz nenhuma pergunta ao candidato do PT sobre o histórico de violências de várias organizações ligadas ao partido, ou sobre o passado bem recente de apoio do PT a inúmeros criminosos nacionais e grupos terroristas, que quer ter moral para fazer cobranças? Outro exemplo de infinita demagogia e demência da mídia foi à reunião chamada de “Rio+10”, apresentada como se fosse um encontro de estadistas de nível mundial. Para se ter idéia do nível da reunião, foram dados destaques à Rússia (notória destruidora da natureza, que liquidou com o maior lago interior do mundo, o Mar de Aral) e à China (poluidora em imensa escala), como se esses dois países fossem exemplos de comportamento ambiental. O que fracassou nesse encontro de esfarrapados arrogantes não foi nenhuma “tentativa de desenvolvimento sustentado”, como afirma a chorosa ladainha da mídia socialista, mas sim a implantação das bases de um governo global, coisa que a ONU, as ONGs mantidas por milionários fabianos, e desocupados esquerdistas europeus e norte-americanos, vêm lutando há anos para conseguir. Quem ouviu falar dessa reunião pode ter pensado que a África é um continente maravilhoso, que solucionou todos os seus problemas, e que, portanto, era o lugar ideal para um encontro que simplesmente pretendia decidir o futuro do mundo. Nada mais enganoso. Na verdade, a mídia insiste em acobertar a realidade sobre a África, arrasada por anos de marxismo, guerras tribais e interesses de grupos poderosos, disfarçados como “preocupações humanitárias”. Aliás, a hipocrisia da mídia em relação ao continente africano já vem de longa data.
 
Durante os anos 80, quando a então URSS, utilizando-se dos soldados de seu fiel fantoche Fidel Castro, apoiava o regime comunista etíope do general Mangistu Marian com centenas de milhões de dólares anuais em armas, à imprensa internacional cobrava soluções da comunidade internacional para a fome no país. Inclusive, mobilizava cantores e artistas para campanhas contra a fome na Etiópia, arrecadando alimentos que, depois, eram enviados para o país, onde eram, por sua vez, desviados para o Exército etíope. Além disso, o fato de que a fome era utilizada como arma pela ditadura comunista etíope (como Stálin já havia feito nos anos 30 na URSS) que a empregava contra os inimigos internos, liquidando populações inteiras, até hoje é praticamente ignorado pela opinião pública devido ao serviço de desinformação esquerdista nos meios de comunicação.
 
A verdade é que, nos anos 80 (como agora) um bando de ignorantes, subdesenvolvidos, incompetentes e socialistas, à procura de “bodes expiatórios” pelos fracassos dos seus projetos inviáveis, adotava a tática de colocar a culpa de todos os seus problemas nos países desenvolvidos, especialmente os EUA.
 
Por isso, não é de se espantar que as reações às verdades proferidas pelo general Collin Powell em seu discurso durante a “Rio+10”, sejam de hostilidade e grosseira falsificação dos fatos na mídia. Na oportunidade, o general norte-americano lembrou sobre a recusa dos países africanos em aceitarem alimentos modificados geneticamente, e sobre a ditadura comunista do Zimbábue, que além de patrocinar terrorismo e violências contra os fazendeiros brancos, pratica genocídio contra a população negra, desorganizando toda a produção agrícola, provocando a falta de alimentos. Mas para a nossa mídia, o general foi vaiado pela “recusa do governo dos Estados Unidos em assinar tratados internacionais”, como costuma fazer o nosso “Kerensky” de Brasília, que em mais um lance de servilismo ao socialismo internacional, assina com um imenso sorriso estampado no rosto todo tipo de tratado que colocam à sua frente. Se for para obter uma posição de destaque na ONU o “Kerensky tupiniquim” topa qualquer negócio. Só se esqueceram de avisar o Sr. “Kerensky” que, para ter voz ativa na ONU, é necessário ter também Forças Armadas modernas e bem preparadas, coisa que, graças à “troupe” de esquerdistas do governo “menchevique” de Brasília, estamos totalmente impossibilitados de ter. Ao contrário. Pelo andar da carruagem, logo, teremos uma milícia, talvez do tipo “Exército Vermelho”.
 
Esses fatos, do passado e do presente, como de costume, são omitidos ou “filtrados” pela mídia brasileira. Mas para o assunto do “perigoso conspirador nazista” que vendia adesivos, não faltou espaço. Enquanto isso, repito, grandes bandeiras vermelhas com a foice e o martelo surgem na televisão, um candidato com um imenso “telhado de vidro” como Lula nunca é seriamente questionado sobre nada, e o país caminha para o abismo.
 
Mas tudo bem, o jornaleiro “conspirador” foi preso, e a mídia conseguiu transformar isso em manchete. Afinal, nada mais importante está acontecendo, no Brasil e no mundo, que mereça destaque.
 
Em tempo: Fernandinho Beira-Mar continua controlando seu império de dentro da cadeia, agora coordenando execuções em tempo real, via telefone, como atestam as mais novas gravações do ministério público. Só resta agora saber quando algum “filhinho de papai” desocupado, ou algum herdeiro de fortunas multimilionárias vai dar “uma forcinha” para esse “pobre excluído da sociedade”, e fazer um filme sobre sua vida.

 
O autor é Professor de História: paulodinizz@hotmail.com

~ by Evandro Ferreira on September 10, 2002.

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