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Quando a gente acha que está preparado pra tudo, aparece algo para nos pasmar. Como por exemplo esse trecho de um ensaio do magnífico caderno “Pensar” (com o traseiro, só se for) do jornal Estrago, digo Estado de Minas (negritos meus): “Outra implicação da mudança de paradigma será um genuino respeito pela verdade do outro. A ciência evidencia hoje que não existe realidade independente de um observador. Devido à forma como somos biologicamente constituídos, não existe critério objetivo para validar as experiências subjetivas do mundo. Portanto, por mais que eu seja considerada especialista ou autoridade em determinado assunto, não há critério objetivo para validar qualquer afirmação minha sobre o mundo, para considerá-la superior à verdade do outro. A implicação desse conhecimento será, pois, a de legitimar genuinamente a verdade do outro e, conversando, fazermos emergir uma “realidade”, pela qual seremos ambos responsáveis. ‘Reconhecer o outro como legítimo outro nos meus espaços de convivência’: uma utopia? Sim, uma utopia cientificamente fundamentada!”

Bem, quanto aos dois negritos, sugiro que a cultíssima “consultora, professora, terapeuta” (como diz no jornal) dirija seu carro em direção a um poste (a 180 Km/h, de preferência), para ver se realmente não existe critério objetivo para validar a experiência subjetiva de “dureza” que temos dele.

Quanto ao “legitimar genuinamente”, só resta mesmo lamentar.

~ by Evandro Ferreira on September 1, 2002.

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